Poesilha

“E que sou, perdoai-me, um poeta que só funciona dentro do poema” – Manuel Bandeira

A composição ganha forma
na fôrma do desejo
nestas linhas
nestes versos
nestas ondas
em que escrevo
(não me pergunte por quê!)

Não tem dia hora sossêgo
Quando menos se espera
ou imagina
eis que
fagulha faísca
a ideia ilumina-se
(com a força dum tsunami!)

O peitaperta
Sobe a tempERATURA
A percepção (cooptada)
busca expressão
na transpiração
(como um vulcão
em erupção!)

A água vai minando…
minando, virando
correnteza, formando
córregos, lagos;
alargando-se em rio
que (em pororoca!)
no mar então despeja

Terminando a composição
Saciando o meu desejo
Criei linhas que são versos
Que são ondas onde escrevo
(como um náufrago!)
Presilha
Poesilha

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Publicado 07/09/2015 por acristino na categoria Arte Poética

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